Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Week Chart :::::::::::::: 05.10.06


10. Gui Boratto - It's Majik EP
9. Salz - Rotten
8. Digitalism - Jupiter Room
7. Etienne De Crécy - Fuck
6. Rythm & Sound - Poor People Must Work (Cairl Craig Remix)
5. Hardfloor - Devils & Nuts / Who Took Da Box
4. Dominik Eulberg - Bionik
3. Âme - Rej
2. Djuma Soundsysterm - Les Djins (Trentemoller Remix)
1. Booka Shade - Blue Rooms

Dominik Eulberg – Bionik

Para começar, antes de colocarmos a agulha no prato é impossível não reparar na singularidade do novo trabalho do “mestre” Dominik Eulberg. O vinyl salta-nos à vista com uma libelinha verde em fundo tranparente… Um traço de exclusividade. Mas não é o único. Bionik tem apenas Lado A. E nem precisa de lado B!
Para quem diz que o techno não é música e duvida da musicalidade imprimida pelos produtores, aconselho vivamente “Bionik”. Não sendo uma peça melódica extrema, “Bionik” é uma composição techno extremamente alegre. Daquelas que nos faz dançar com um sorriso estúpido estampado no rosto. Um grande tema de Eulberg, que apesar de ter mais de dez minutos, parece acabar cedo demais.

9/10

Trentemoller – Nam Nam EP


Que se pode dizer mais de Däne Anders Trentemoller? É o homem do momento, o ponta-de-lança do Tecnho-Minimal actual, o principal motor das pistas nórdicas, o melhor produtor de 2006…
Trentemoller é isto e muito mais. E Nam Nam vem dar seguimento ao brilhante trabalho do dinamarquês, que tem o condão de não saber fazer má música. No Lado A o tema mais forte do maxi. Intitula-se Killer Kat é uma “bomba” Trentemoller capaz de levar a pista ao orgasmo sonoro. Os pontos de êxtase são inúmeros, as quebras perfeitas, a melodia repetitiva q.b. Killer Kat é daquelas faixas que ficam na cabeça quando estamos na fila para pagar o consumo…
No lado B o tema que dá o nome ao Ep, Nam Nam e Vamp… Nam Nam é um bom exemplo do minimalismo underground de Däne. É uma faixa hipnótica, em crescendo, que rebenta perto do final com o típico “kick” comprimido do techno-minimal.
Vamp é um exercício puro da versatilidade de Trentemoller. Algures entre as melodias secas do “rock”, mas com o toque denso do techno, vamp prova que Trentemoller é um homem de mil caras e mil sons…

9/10

Booka Shade – Movements


Em 2004 os Booka Shade de Walter Merziger e Arno Kammermeier editaram aquele que foi o seu primeiro álbum de originais, Memento. A opinião foi unânime, os Booka Shade sabiam que chão pisavam e nós sabíamos o que queríamos deles.
Este ano surgiu a resposta ao bem sucedido (na Alemanha) Memento. Movements é, com certeza, um dos melhores álbuns de 2006, senão o melhor. É difícil tentar descrever um trabalho tão rico em tão poucas palavras. Todas as faixas são obra de uma dedicação extensiva ao pormenor. Os sintetizadores são levados ao extremo e as teclas não ficam por mãos alheias, acolhendo melodias quase clássicas… É um daqueles álbuns que se tem de ouvir de início ao final, pois por mais que queiramos, não “dá” para clicar forward em circunstância alguma.
Nunca um álbum foi capaz de agradar a gregos e troianos como este e nunca os Booka Shade foram tão longe…
A fasquia agora está elevada ao expoente máximo e todo o álbum que se segue tem a pesada herança de tentar superar o extraordinário Movements, um álbum que deambula entre a house e o techno, sem esquecer o tão famigerado Glitch (bem na moda!)
Todas as faixas são indiscutíveis, mas há sempre aquelas que fazem o corpo do disco e traçam o B.I. de Merziger e Kammermeier. A saber, Night Falls, Body Language, Paper moon, Mandarine Girl, Wasting Time e o genial, brilhante, delicioso, In White Rooms…


10/10

Alex Under – Dispositivos De Mi Granja



O nuestro Hermano regressou este ano com um álbum de originais. Mas será Dispositivos De Mi Granja um álbum capaz de causar impacto na cena electrónica? A resposta é simples: claro que sim! E porquê? Porque o mais recente trabalho de Alex Under é diferente de tudo o que já se ouviu antes…
O álbum está polvilhado de um techno hipnótico, rico em variações, vários cuts e melodias constantes e muito bem conseguidas. Sem dúvida, um dos melhores registos de 2006.
Destacam-se particularmente os temas El Arador Es Un Cazador Solitário, Aditah, La Granjerita, Las Bicicletas Son Para El Verano, Vacarneroveja e El Establo Queado, mas todo o álbum é simplesmente delicioso. Para ouvir de início ao final, non-stop e “n” vezes, pois há sempre mais um som a descobrir…

9/10

Âme – Rej



Sei que o Ep Rej já foi editado há algum tempo. Sei também que todos nós conhecemos de trás para a frente o trabalho da dupla de Karlsruhe composta por Kristian Beyer & Frank Wiedemann. E sei, ainda, que não é novidade para ninguém que Rej foi das melhores faixas alguma vez produzida…
Mas o que falta dizer é que Rej foi nomeada para o DMA (Dance Music Awards) na categoria de melhor faixa… As concorrentes são Love Generation – Bob Sinclair, Mandarine Girl – Booka Shade, Der Mückenschwarm – Oliver Koletzki, Your Body – Tom Novy e You Gonna Want Me – Tiga…
Talvez não vença (INJUSTIÇA!!!!!!), mas gostaria de deixar bem claro que o meu voto vai inteirinho para Rej…

Tenho dito, porra!

Ah! É claro que a Rej é uma claríssima
10/10

Fuckpony – Ride The Pony



Quem são estes senhores? Simples. Os Fuckpony são Jay Haze e Samim Wininger, um americano e um suíço, repectivamente. Em comum, o facto de serem dois apaixonados pela electrónica e a morada: Berlin.
Este é o single de avanço para o álbum de estreia da dupla às mãos da etiqueta berlinense “Get Physical” chefiada por DJ T (Thomas Koch), e os duos M.A.N.D.Y (Patrick Bodmer & Phillip Jung) e Booka Shade (Arno Kammermeier & Walter Merziger).
O álbum chama-se “Children Of Love” e é uma lufada de ar fresco na electrónica Get Physical, sendo diferente de todos os demais produtores sediados na “Melhor Label de 2005”…
O toque electro-house promete marcar fortemente o álbum, com destaque para a consistência melódica das faixas.

7/10

Dape Spoon – At Night


Nos dias que correm chovem novas faixas electro e torna-se difícil encontrar algo que valha mesmo a pena no meio de tanta tralha. Mas como acontece sempre nas explosões musicais, a quantidade acaba por trazer, a espaços, alguns trabalhos dignos de registo.
É o caso do mais recente EP do britânico Dave Spoon. Intitula-se “At night” e promete ser uma das maiores malhas em pista.
“At Night” é uma faixa polvilhada de um sintetizador com uma melodia simples, progressiva, constante e galvanizadora… A nível técnico, a montagem está bem conseguida com picos agudos bem escalonados capazes de levar ao rubro uma pista apinhada.
“At Night” consegue ser uma faixa fácil de ouvir e, simultaneamente causar uma crise de “dancite aguda” a qualquer pessoa. Para ouvir e bater o pé, a electro-house de Dave Spoon, sem surpresas…

7/10

Domingo, Setembro 24, 2006

::::::::::::::Week Chart 24.09.06:::::::::::::::::::

10. Phonique - River (Robert Babicz Remix)
9. Kraftwerk - Home Computer
8. Stephan Bodzin - Valentine
7. Trentemoller - Killer Kat
6. Blackstrobe - Nazi Trance Fuck off (James Holden Remix)
5. Dominik Eulberg - Bionik
4. Etienne De Crécy - Fuck
3. Âme - Rej
2. Booka Shade - Blue Rooms
1. Rythm & Sound - Poor People Must Work (Cairl Craig Remix)

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

Week Chart :::::::::: 06.08.06

10. Anthony Röther - Super Space Model
9. Ellen Allien & Apparat - Way Out [Robag Wruhme Remix]
8. Martinez - Dark Moon Rising
7. Dixon, Ame & Henrik Schwarz - Where We At
6. Magda - Staring Contest
5. Fuckpony - Ride The Pony
4. Tiefschwarz - Damage [Dub Remix]
3. Alex Under - El Ordenador Personal
2. Zentex - Still Spillin
1. Booka Shade - In White Rooms

Sábado, Julho 08, 2006

Chart___________07.07.06 (Ui, Verão Quentinho!!!)

10. Extrawelt - Fernweh
9. Gui Boratto - Beluga
8. Tiefchwarz - Damage [M.A.N.D.Y Mix]
7. Anja Schneider - Lilly of the Valley
6. Tiefschwarz - Damage [Tiefschwarz Dub Remix]
5. Booka Shade - Wasting Time
4. Dixon, Ame & Henrik Schwarz - Where We At
3. Monika Kruse & Patrick Lindsey [Terminal M] - WHDS (Wie Heisst der Scheiss?)
2. Alex Under - Vacarneroveja
1. Booka Shade - In White Rooms

Quinta-feira, Junho 22, 2006

Dj Hat, quinta-feira 22 de Junho de 2006

Crónica:
O homem sonha e a obra nasce…

Em meados de Fevereiro, há precisamente 3 anos, não sei precisar o dia, é inaugurado um bar, que viria a mudar as mentalidades de tudo e todos, ensinando a toda a gente que é possível pautar pela diferença... Falo, claro está, do Buda bar! Situado bem no centro da cidade de Pombal tendo como proprietários dois sócios com ideias bem fixas, conhecidos por “Manu” e “Henrique”…Estes duas figuras vieram marcar a noite nesta região tendo como opção musical a house music, e com uma decoração de fazer inveja arrancaram com um projecto em que poucos acreditaram, mas apesar disso estes 2 jovens não se deixaram intimidar pelas críticas e continuaram, remando contra uma forte maré…
Entraram com o pé esquerdo mas não desistiram. Lutaram e mantiveram o conceito inicial. Só passados 6 meses começaram a colher os frutos outrora plantados. A afluência de clientela aumentou e a residência do dj Humberto Serra veio trazer alguma frescura! Este Sr., que prima pelo bom gosto musical prometia trazer loucura para uma casa que até então se mantivera serena…
Após o falecimento de um dos sócios (Henrique) as coisas complicaram-se e a gerência acabou por mudar! Penso que ainda hoje o Buda mantém o seu conceito inicial, se bem que perdeu muito do seu glamour a começar pela saída do porteiro, que com o seu olho clínico deixava à porta todos aqueles que não se enquadravam com os parâmetros da casa. Mas as saídas não ficam por aqui. Com a mudança de gerência acabou por sair também o Nuno, barman que trazia uma boa dose de loucura e que presenteava os presentes com deliciosos cocktails mostrando que sabia bem o que estava a fazer!
Esta é a prova de que quando uma equipa se junta e acredita que pode mudar a maneira de pensar das pessoas, consegue, com alguma preserverança e também alguns sacrifícios! Tudo é possível…
Mas os tempos mudam e com eles tudo à volta muda também e infelizmente sou obrigado a dizer que o Buda também mudou, ficam as saudades de quem por lá passou…que bom que era se tudo volta-se a ser como dantes…
Dj Hat
(Fernando Duarte)

Dj Hat, sexta-feira 16 de Junho 2006

First time in a open air system

O dia teve chuvoso a noite não se adivinhava muito seca, mas ainda assim a expectativa era bem alta! O relógio marcava 20:30. Estava na altura de vestir algo bem confortável e preparar mais uma longa noite, se bem que o gig tinha como hora limite 2h da madrugada! A hora marcada para o início da sessão era 21h…o grande momento estava próximo!
Precisamente às 21:13 acabava de chegar ao “madeira cocktail esplanada”... A “casa” estava composta com mais ou menos 30/40 pessoas… À minha espera estava uma cabine semi-montada. Depois de acertados todos os pormenores técnicos, o meu dj set teve início, já pssavam das 21:30! O tempo estava do meu lado mantendo-se estável durante toda a sessão (nem uma pinga)! Durante esta noite quem por lá passou ouviu sonoridades bem deep, passando pelo funky house e pelo happy house, temas como cerrone – hook on you, fizeram os presentes manifestarem-se com alguns movimentos corporais…
Em suma uma noite para mais tarde recordar, tendo em conta que foi a primeira vez ao ar livre, tudo correu dentro da normalidade com um sistema de som de fazer inveja…
Desde já deixo aqui um agradecimento a quem lá passou... Espero que a minha performance tenha agradado à grande maioria…
Abraço a todos…
DJ HAT…
(Fernando Duarte)

Dj Hat, quarta-feira 14 de Junho de 2006

Inauguração do madeira cocktail esplanada

Neste dia celebrou-se mais uma inauguração no centro da cidade pombalina! A hora marcada era as 17 mas claro uma inauguração é sempre uma inauguração e existem sempre os atrasos da praxe!
Os primeiros clientes entram por volta da 17:45. Foram, claro está, presenteados com champanhe e com uma casa muito bem decorada. Como é obvio não faltaram ao compromisso as mais altas individualidades da região. Falo do Presidente da Câmara Sr. Narciso Mota, assim como de alguns vereadores e empresários…
O pontapé de saída estava dado e a festa iria prolongar-se até bem perto da 2h da noite, ao som do saxofonista Selmer Rodrigues e também de DJ Hat a tomar conta das coordenadas rítmicas para esta noite, que se adivinhava chuvosa e fria... Mas, apesar de tudo, o party people compareceu e aderiu ao que lhe foi pedido com toda a gente a cumprir o night code que dizia: be happy. A única nota negativa vai para a qualidade sonora que ficou muito aquém daquilo que era esperado com um sistema de som fraco a não dar vazão aos decibéis debitados pelos 2 senhores da música nesta noite.
A nota final é positiva e ficamos à espera de mais iniciativas deste género, pois o verão está à espreita…
Dj HAT
(Fernando Duarte)

Sábado, Junho 10, 2006

Chart ........................................ 10.06.06 (Dia de Portugal, das Comunidades e de Camões...)


10 - Isolée - Surfers
9 - Elektrochemie - You're My kind
8 - Makossa & Megablast - Like A Rocket
7 - Ame, Dixon & Henrik Schwarz - Where We At
6 - [T]ékël - Smet
5 - Alex Under - Las Bicicletas Son Para El Verano
4 - Ellen alien & Apparat - Retina
3 - Extrawelt - Fernweh
2 - One-Two - Heady Melody
1 - Alex under - Aditah, La Granjerita

Quarta-feira, Maio 17, 2006

Chart ... 17.05.06 * After Queima...

10 - Elektrochemie - Schall
9 - Joakim - I Wish You Were Gone
8 - John Dahlbäck - Mod Me
7 - Booka Shade - Mandarine Girl
6 - Ame, Dixon & Henrik Schwarz - Where We At
5 - Booka Shade - Triple Identity
4 - Makossa & Megablast - Like A Rocket
3 - Elektrochemie - Vexed
2 - Booka Shade - Night Falls
1 - Unai - Oh You And I (Trentmoller Mix)

Crítica


Western Store
Isolée

Podia estar para aqui a dizer “Genial!” o dia todo… De facto, é a palavra que melhor descreve o álbum de Isolée… Este senhor, sedeado na KOMPAKT, célebre etiqueta de Colónia, presenteia-nos com um disco verdadeiramente fantástico… As coordenadas não são fáceis de explicar… Estamos perante um Tecnho fortemente melódico, viciante, quase narcótico…
Este é um caso típico de música que causa dependência… Acreditem, à primeira audição parece bom. À segunda parece muito bom MESMO! E a partir da terceira parece… GENIAL!
Depois de vários maxis, entre os quais algumas remisturas, eis que surge este álbum, uma espécie de best-of Isolée dos últimos meses… Cada música deve ser dissecada com muita atenção… Cada elemento da música entra na altura exacta… Montagem perfeita, improviso, criatividade infinita e apetência por sons modernos e diferentes…
Ficamos, assim, à espera de mais novidades do senhor criador! Aconselho vivamente a toda a gente, inclusive, àqueles que são um pouco avessos à electrónica…
Destaco Bleu, Initiate, Surfers, Simone Rides, Cite Grand Terre e claro, Beau Mot Plage, revisto pelos Freeform Five… É quase tudo, porra!!! Ouçam!

9/10

Crítica


Coldcut
Sound Mirrors

Palmas para os reis da produção! Os Coldcut voltaram!!! Será que voltaram melhor do que nunca? Na minha modesta opinião… Não! Mas Sound Mirrors mostra que a dupla continua em excelente plano…
O que mais me espanta nos Coldcut, para além do rigor e da excelência com que produzem, é a capacidade de conseguiram acompanhar as exigências do mercado e as novas tendências da electrónica britânica…
Sound Mirrors está muito actual, repleto de melodias fáceis de digerir, vozes bem escolhidas e exercícios de criatividade geniais só ao alcance de alguns…
Destaco Walk a Mile in My Shoes, Just for the Kick, Sound Mirrors e Mr Nichols… Estes registos demonstram bem até podem ir estes senhores…
No entanto, nem tudo é perfeito… Sound Mirrors é um disco com conteúdo que se esgota rapidamente mercê das suas músicas ficarem com facilidade no ouvido… Além disso, parece-me que os Coldcut depois de tanto tempo em “estúdio” poderiam ter surpreendido um pouco mais…
7/10

Apreciação


Lunático
Gotan Project

Ui!!! Ainda me lembro da primeira vez que ouvi o som dos Gotan… Estava “enterrado” no sofá a fazer um zapping num Domingo à tarde em que não há nada para fazer… Parei para ver um comercial, não porque o automóvel, duma conhecida marca norte-americana sedeada em Detroit me tenha suscitado algum interesse, mas sim porque a música era qualquer coisa de extraordinário… Passado um ano tive o CD “La Revancha del Tango” na mão pela primeira vez… Depois da primeira audição, disse para comigo: Foda-se! Isto é um hino à música, uma obra-prima!
Como eu gostava de ter dito o mesmo do mais recente álbum da tripla, Lunático…
Lunático é um álbum que carrega um pesado fardo. “La Revancha del Tango” foi qualquer coisa de extraordinário. Logo, foram criadas expectativas demasiado altas em relação ao precedente…
A Lunático falta a fatia dançante, falta o glamour, falta o impacto, falta o efeito-surpresa… O som que outrora era uma pedrada no charco, soa agora a cliché… nem uns interessantes exercícios como Amor Porteño, com a colaboração dos Calexico ou Mi Confesión com ajuda do colectivo hip-hop argentino Koxmoz, chegam para puxar pelos galões. O álbum possui, contudo, alguns registos dignos de destaque, tais como Diferente e La Vigüela…
6/10

Crítica


Musique Vol.1 93-05
Daft Punk

Não há muito para dizer acerca da obra da Dupla composta por Manuel de Homem Christo & Thomas Bangalter. Os Daft Punk surgiram em 1993 com o lançamento do EP “Revolution 909”, em 1996 lançaram um revolucionário álbum, “Homework”, que pôs o mundo a dançar ao som de “Arround the World” ou “Rollin’ and Scratchin’”… Em 2001 regressam, mais comerciais, mais pop, menos Tech, mais House, menos qualidade, mais dinheiro. Toda a gente conhecem (e dançam) pérolas como “One More Time” ou “Digital Love” que fizeram mexer as rádios um pouco por todo o planeta… Em 2005 e depois de um álbum de (fracas) remisturas editado em 2003, surge “Human After All”, um disco mais Daft Punk, mais forte, agressivo, mas com uma vocação também ela demasiado comercial…
O Contrato com a Virgin cessa este ano. Para bem dos Daft Punk e dos fãs, nos quais eu me incluo, espero que não haja acordo entre ambas as partes e que a dupla seja livre para dar largas a imaginação e genialidade demonstrada há dez anos atrás. A colectânea está longe de ser excelente, mas contém os sucessos dos gauleses…
É um best-of e pronto…
6/10

Apreciação


Nathan Fake
Drowning in a Sea of Love

Eis que chegou finalmente às nossas mãos um dos discos mais esperados de 2006. Depois dos sucessivos maxis editados pela Border Community de James Holden, entre os quais se destacam o célebre Outhouse EP e o mítico The Sky was Pink, este último com um lado B bastante interessante, que continha uma recriação verdadeiramente extraordinária a cargo do próprio James Holden, surge o álbum de estreia de Nathan Fake… A expectativa que se gerou em torno do primeiro álbum de originais de Nathan era enorme e todos queriam saber qual a onda que Fake adoptaria: o Glitch, mais melodioso, mais “rocktronic” ou Kick Tecnho Prog? A resposta é simples. Fake entregou-se de corpo e alma ao Glicth… O resultado é estrondoso! Desde a primeira faixa até à última, somos bombardeados por melodias fortíssimas, onde os agudos se superam sucessivamente de forma estonteante e a electrónica “caseira e experimental” salta do quarto de Nathan em Reading para a rua do mundo! Não há neste momento produtor algum que consiga uma harmonia musical tão forte como Fake… só ouvindo, ouvindo… e ouvindo… e ouvindo…
Atenção aos ouvidos mais distraídos. Estamos perante sons altamente híbridos e inconvencionais, por conseguinte aconselho a ouvir cada segundo com o máximo focus. Perante tal obra, não há muito mais a dizer. Drowning in a Sea of Love tem uma potencialidade imensa. Fake só peca pela ausência do kick para bater o pé. Mas, neste momento existem já remisturadores de renome a trabalhar os originais. Em breve teremos um Drowning in a Sea of Love “dançável”. Aguardamos ansiosamente!

8/10